domingo, 27 de março de 2011

Estratégias de Apropriação do Espaço: Teoria da Deriva?

   Fundada em 1957 em uma pequena aldeia italiana, Internacional Situacionista foi uma organização revolucionária de cunho essencialmente europeu. Os membors dessa organização eram contra o capitalismo e defendiam não só o fim do mercado como também do Estado, e eram adeptos a autogestão generalizada. O ambiente europeu era propício para esse tipo de reação revolucionária, com países de capitalismo avançado no período  posterior à Segunda Guerra Mundial, e historicamente marcados. A Europa é o berço da civilização ocidental, e influências advindas da América do Norte ocasionaram mudanças até mesmo nos hábitos tradicionais europeus. O peso da História, nessa hora, era menor que as políticas norte-americanas de reconstrução dos países afetados na última grande guerra. Com a política de reconstrução, os europeus conheceram também o american way of life e a necessidade de velocidade para reprodução do capital.
   O capitalismo avançado revelou as contradições sociais a ele inerentes, e s membros da Internacional Situacionista não se basearam na alienação descrita por Marx apenas no âmbito econômico para criticá-lo. A negação do capitalismo aqui não se deu no aspecto da esquerda tradicional a qual todos estavam acostumados. A I. S. preocupou-se em atacar a alienação moderna, colocando não só a economia, mas também o progresso, a democracia e a cultura modernos como sinônimos do capitalismo.  
   A crítica se dá aos mecanismos apropriados pelo capitalismo para garantir as mudanças necessárias à sua reprodução ampliada, sem que nada mude expressivamente.  A esses mecanismos e à alienação moderna completa Guy Debord (o nome mais conhecido entre os membros da I.S.) dá o nome de espetáculo. O capitalismo enquanto conjunto e modo de vida levado pelo homem moderno, que não mais tem o domínio da sua própria vida. 
   A vida urbana do fim dos anos 50 foi criticada à medida que um Urbanismo Unitário foi proposto. Essa era uma das preocupações centrais da I.S.: um programa, uma proposta de novo urbanismo, crítico ao funcionalismo utilitário da vanguarda artística e arquitetônica da época.
   Assim como as situações construídas, o Urbanismo Unitário parte da paisagem urbana atual. Constrói-se a partir daquilo já existente, descobrindo nos meandros da cidade novos usos. Na realidade, o U.U. seria o construto de uma nova situação urbana, de âmbito geral. O método utilizado para reconhecer o conteúdo lúdico da cidade (alusão ao jogo correspondente às situações construídas também) é a Teoria da Deriva.
      “Deriva: Modo de comportamento experimental ligado às condições da sociedade urbana; técnica da passagem brusca através de ambientes variados. Emprega-se também, mais particularmente, para designar a duração de um exercício contínuo desta experiência."

fonte: antivalor.atspace.com/is/hermann.htm 

Estratégias de Apropriação do Espaço: Parkour?

fonte: getty images


Parkour é uma disciplina física de origem francesa, em que o participante sobrepõe obstáculos de modo mais rápido e direto possível, utilizando-se de diversas técnicas como saltos, rolamentos e escaladas.É, basicamente, o método natural de treinar o corpo para se tornar capaz de se mover adiante com agilidade, fazendo uso dos obstaculos que estão a nossa volta o tempo todo. Umas das filosofias da prática é a de que a mesma não necessita de nenhuma estrutura ou acessórios, seu corpo é sua única ferramenta.



Conjunto Arquitetônico da Pampulha

Na última segunda, 21, visitamos a Pampulha. O conjunto tornou-se marco na arquitetura moderna de todo o mundo e era grande meu interesse em entendê-lo melhor. O modo com que Niemeyer trabalhou com o volume e as linhas curvas e retas e a maneira com que as obras se relacionam com a paisagem, fazendo dela uma moldura natural, me impressionou!  Apesar disso, achei que o complexo como um todo pecou pela falta de função social.



As obras foram projetadas como um conjunto, mas funcionam muito bem sozinhas. Visitamos  O Cassino (foto) e a Casa do Baile, agora transformados em museus.


terça-feira, 22 de março de 2011

Vanessa: a evolução (ou não!)

     

Vanessa, como gosta de lembrar, vem de longe. Ainda de mais longe, vêm suas feições. Seus traços, marcantes e incomuns, lembram-me cidadãos indianos. Por isso, escolhi colocar essa foto que tiramos na própria aula num fundo com motivos indianos. Escolhi um colorido que, assim como Vanessa, transmite energia e vivacidade.


Após avaliar as considerações feitas pelos professores, editei novamente a foto. Resolvi mudar o fundo por achar que esse segundo se encaixa melhor na proposta; centralizei a foto e tentei fazer os cortes da maneira correta. Porém, a foto não estava ajudando muito e, por isso, resolvi tirar outra.
 

Seguindo a ideia do fundo com motivos indianos, escolhi esse azul. Fiz algumas edições no contraste e cor da foto. Como ela estava um pouco desfocada, usei a ferramenta manual de nitidez para torná-la nítida.




Nessa nova edição, mudei o corte, escureci o fundo e usei a ferramenta burn para fazer uma sombra ao redor da Vanessa. Além disso, editei novamente o contraste, o brilho e as cores, além de usar um filtro de nitidez para que a edição ficasse mais homogênea.


Ainda não ficou do jeito que eu gostaria, mas acho que é o melhor que consigo.
E, Vanessa, espero que você não tenha odiado demais! hahahahaha